Estados que investem o que a lei determina têm péssimos indicadores
O Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) constatou que a situação no setor é grave mesmo nos estados que investem o limite mínimo previsto na Constituição, que é de 12% da arrecadação. A análise de dados de 2006 e 2007 revela que na Região Norte, onde todos os estados cumpriram a lei, a população sofre com um péssimo atendimento. No Pará, por exemplo, caiu a cobertura vacinal de BCG, hepatite e poliomielite, e 87% das mortes de crianças com idade inferior a 9 anos ocorrem entre menores de 1 ano, principalmente devido à septicemia (infecção generalizada). O presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Junior, diz que essa situação é fruto da má gestão de recursos e da falta de políticas de atenção básica.